{"id":141,"date":"2021-03-25T23:11:03","date_gmt":"2021-03-25T23:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/mandinapereira.adv.br\/site\/?p=141"},"modified":"2021-04-23T04:36:05","modified_gmt":"2021-04-23T04:36:05","slug":"o-novo-direito-de-familia-e-a-paternidade-socioafetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mandinapereira.adv.br\/site\/o-novo-direito-de-familia-e-a-paternidade-socioafetiva\/","title":{"rendered":"A QUARENTENA E AS RELA\u00c7\u00d5ES LOCAT\u00cdCIAS VIGENTES"},"content":{"rendered":"\n<p>Vivemos um momento in\u00e9dito para a atual gera\u00e7\u00e3o de brasileiros e que gera impacto na sa\u00fade mundial e na ordem econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que o termo &#8220;Pandemia&#8221;, epidemia amplamente disseminada, passou a ser divulgado nas diversas m\u00eddias, come\u00e7aram a surgir quest\u00f5es como quais as consequ\u00eancias poderia ocasionar nas mais variadas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s atingir outros continentes, aos poucos a epidemia foi atingindo o Brasil e cidades com um n\u00famero populacional significativo, ocasionando na decreta\u00e7\u00e3o do estado de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da decreta\u00e7\u00e3o do estado de calamidade, o Governo Federal editou a lei 13.979 de 06 de fevereiro de 2020 que disp\u00f5e sobre as medidas a serem tomadas para o enfrentamento da emerg\u00eancia na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>No artigo terceiro da citada lei federal h\u00e1 permiss\u00e3o aos Estados e Munic\u00edpios para praticarem atos com a finalidade de salvaguardar a ordem e a sa\u00fade p\u00fablica, vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 3\u00ba&nbsp;Para enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica de import\u00e2ncia internacional decorrente do coronav\u00edrus, as autoridades poder\u00e3o adotar, no \u00e2mbito de suas compet\u00eancias, dentre outras, as seguintes medidas:&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/Mpv\/mpv926.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 926, de 2020)<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; isolamento;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; quarentena;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; determina\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a) exames m\u00e9dicos;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>b) testes laboratoriais;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>c) coleta de amostras cl\u00ednicas;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>d) vacina\u00e7\u00e3o e outras medidas profil\u00e1ticas; ou<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e) tratamentos m\u00e9dicos espec\u00edficos;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV &#8211; estudo ou investiga\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>V &#8211; exuma\u00e7\u00e3o, necropsia, crema\u00e7\u00e3o e manejo de cad\u00e1ver;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VI \u2013 revogado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VI &#8211; restri\u00e7\u00e3o excepcional e tempor\u00e1ria, conforme recomenda\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e fundamentada da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, por rodovias, portos ou aeroportos de:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/Mpv\/mpv926.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 926, de 2020)<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>a) entrada e sa\u00edda do Pa\u00eds; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/Mpv\/mpv926.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>(Inclu\u00eddo pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 926, de 2020)<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>b) locomo\u00e7\u00e3o interestadual e intermunicipal;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/Mpv\/mpv926.htm#art1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>(Inclu\u00eddo pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 926, de 2020)<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>VII &#8211; requisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os de pessoas naturais e jur\u00eddicas, hip\u00f3tese em que ser\u00e1 garantido o pagamento posterior de indeniza\u00e7\u00e3o justa; e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VIII &#8211; autoriza\u00e7\u00e3o excepcional e tempor\u00e1ria para a importa\u00e7\u00e3o de produtos sujeitos \u00e0 vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria sem registro na Anvisa, desde que:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a) registrados por autoridade sanit\u00e1ria estrangeira; e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>b) previstos em ato do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins do tema proposto a este estudo, destaca-se o inciso II, &#8220;quarentena&#8221;, pelo qual possibilitou a suspens\u00e3o de atividades comerciais, de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a circula\u00e7\u00e3o de pessoas nos Estados e Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para exemplificar, seguindo o permissivo da lei federal, no Estado e Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo foram editados respectivamente os Decretos 64.881\/2020 e 59.298\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a recomenda\u00e7\u00e3o de n\u00e3o circula\u00e7\u00e3o, de fechamento de parte do com\u00e9rcio e da suspens\u00e3o da grande parte dos servi\u00e7os, um grande problema surgiu nas rela\u00e7\u00f5es locat\u00edcias residenciais e n\u00e3o residenciais. Como ficaria o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de pagamento do aluguel? Como ficariam os Locadores sem receber a renda proveniente do contrato?<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio que vivenciamos e que provavelmente tende a se prolongar \u00e9 de inquilinos inadimplentes, n\u00e3o por vontade pr\u00f3pria, mas por impossibilidade de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>As loca\u00e7\u00f5es n\u00e3o residenciais dependem da atividade empresarial rent\u00e1vel para que o aluguel seja pago, j\u00e1 as loca\u00e7\u00f5es residenciais dependem da remunera\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio, seja empres\u00e1rio, empregado ou aut\u00f4nomo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse quadro que afeta o contrato ser\u00e1 objeto de teses pelos mais renomados civilistas e especialistas do direito imobili\u00e1rio, as quais aguardamos, aqui buscamos apenas fomentar o estudo e analisar os princ\u00edpios contratuais aplic\u00e1veis pelo momento singular.<\/p>\n\n\n\n<p>Na lei de loca\u00e7\u00e3o n\u00ba 8245\/91 temos dois dispositivos que tratam da revis\u00e3o contratual e permitem a revis\u00e3o judicial nos contratos com prazo superior a 3 (tr\u00eas) anos para adequa\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o do mercado, e no meu entender, analogicamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 18. \u00c9 l\u00edcito \u00e0s partes fixar, de comum acordo, novo valor para o aluguel, bem como inserir ou modificar cl\u00e1usula de&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;reajuste.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 19. N\u00e3o havendo acordo, o locador ou locat\u00e1rio, ap\u00f3s tr\u00eas anos de vig\u00eancia do contrato ou do acordo anteriormente realizado, poder\u00e3o pedir revis\u00e3o judicial do aluguel, a fim de ajust\u00e1-lo ao pre\u00e7o de mercado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante atentar para o fato de que estamos falando de revis\u00e3o e n\u00e3o de reajuste ou corre\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o caso de renova\u00e7\u00e3o das loca\u00e7\u00f5es n\u00e3o residenciais que encontram previs\u00e3o no art. 51 da lei especial. Trata-se de regra geral aplic\u00e1vel aos contratos de loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da lei especial, por ser o contrato de loca\u00e7\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o obrigacional, aplica-se naquilo que for omissa as normas do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente tivemos a altera\u00e7\u00e3o do art. 421 do C\u00f3digo Civil que em seu par\u00e1grafo \u00fanico busca a interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima do estado no contrato entre particulares, por\u00e9m, n\u00e3o pode prevalecer sobre a previs\u00e3o constitucional do art. 5\u00ba, XXXV, em especial nesse momento&nbsp;<em>sui generis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova reda\u00e7\u00e3o do art. 421 assim disp\u00f5e:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 421.&nbsp;A liberdade contratual ser\u00e1 exercida nos limites da fun\u00e7\u00e3o social do contrato.&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13874.htm#art7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.874, de 2019)<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas rela\u00e7\u00f5es contratuais privadas, prevalecer\u00e3o o princ\u00edpio da interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima e a excepcionalidade da revis\u00e3o contratual<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Afastado o par\u00e1grafo \u00fanico, observa-se no caput do artigo o princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social que deve ser aplicado na solu\u00e7\u00e3o dos casos envolvendo loca\u00e7\u00e3o. A Fun\u00e7\u00e3o Social do contrato como regra geral \u00e9 princ\u00edpio pelo qual guiou-se o legislador na lei 8245\/91, conforme j\u00e1 expus em breve estudo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem defenda a possibilidade de resolu\u00e7\u00e3o ou revis\u00e3o do contrato sem \u00f4nus \u00e0s partes, consubstanciado na teoria da imprevis\u00e3o e da onerosidade excessiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula&nbsp;<em>rebus sic stantibus<\/em>&nbsp;encontra-se impl\u00edcita nos contratos de trato cont\u00ednuo e no nosso ordenamento civil nos arts. 478 e 479:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 478. Nos contratos de execu\u00e7\u00e3o continuada ou diferida, se a presta\u00e7\u00e3o de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordin\u00e1rios e imprevis\u00edveis, poder\u00e1 o devedor pedir a resolu\u00e7\u00e3o do contrato. Os efeitos da senten\u00e7a que a decretar retroagir\u00e3o \u00e0 data da cita\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 479. A resolu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser evitada, oferecendo-se o r\u00e9u a modificar eq\u00fcitativamente as condi\u00e7\u00f5es do contrato.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora o art. 479 fale na possibilidade de modifica\u00e7\u00e3o equitativa das condi\u00e7\u00f5es, o art. 478 condiciona a exist\u00eancia de quatro elementos: contrato de execu\u00e7\u00e3o continuada, onerosidade da presta\u00e7\u00e3o de uma das partes, extrema vantagem para a outra parte e acontecimento extraordin\u00e1rio e imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o que nos surge \u00e9 sobre a aplica\u00e7\u00e3o do referido artigo em caso da aus\u00eancia de um dos quatros elementos. Aqui j\u00e1 me posiciono contr\u00e1rio, pois n\u00e3o vislumbro a ocorr\u00eancia da extrema vantagem, quisesse o legislador uma extens\u00e3o alternativa na interpreta\u00e7\u00e3o, utilizaria a conjun\u00e7\u00e3o \u201cou\u201d, o que n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, entendo que o art. 479 com a adequa\u00e7\u00e3o, pode ser utilizado para atender a fun\u00e7\u00e3o social e a manuten\u00e7\u00e3o dos contratos.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 a an\u00e1lise do caso concreto e suas particularidades, o contrato de loca\u00e7\u00e3o como j\u00e1 frisado, \u00e9 de trato cont\u00ednuo, em sua maioria com tempo determinado e n\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os efeitos da quarentena possam alterar a capacidade da parte em cumprir os termos do contrato, pela natureza do neg\u00f3cio e o tempo de vig\u00eancia como fator relevante, me filio aos que preferem aplicar a teoria do caso fortuito e da for\u00e7a maior, in casu\u00b8 a for\u00e7a maior que ocorre no evento imprevis\u00edvel e inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo art. 393 do C\u00f3digo Civil, que no meu entender \u00e9 o que mais se enquadra ao momento, excluimos a responsabilidade do devedor pela mora contratual e consequentemente a decreta\u00e7\u00e3o de despejo em raz\u00e3o do inadimplemento:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 393. O devedor n\u00e3o responde pelos preju\u00edzos resultantes de caso fortuito ou for\u00e7a maior, se expressamente n\u00e3o se houver por eles responsabilizado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. O caso fortuito ou de for\u00e7a maior verifica-se no fato necess\u00e1rio, cujos efeitos n\u00e3o era poss\u00edvel evitar ou impedir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como o tempo de vig\u00eancia faz parte da expectativa das partes na forma\u00e7\u00e3o do contrato e express\u00e3o da sua vontade, requisito de exist\u00eancia do neg\u00f3cio jur\u00eddico, a dura\u00e7\u00e3o da quarentena \u00e9 que vai definir o real impacto contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito do locat\u00e1rio em ver resolvido o contrato encontra obst\u00e1culo no tempo do contrato e na possibilidade de sua manuten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos falando em impossibilidade moment\u00e2nea de adimplemento do aluguel, especialmente pelo uso da coisa no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, aplicando-se o art. 393 do C\u00f3digo Civil permitimos que o contrato seja mantido com o fim a que se destina, minimizando os preju\u00edzos de ambos os contratantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ressaltar ainda que eventual dispensa do locat\u00e1rio empregado, ainda que provocada pela quarentena, n\u00e3o se enquadra como fato imprevis\u00edvel, pois pode decorrer de diversos fatores, portanto, n\u00e3o pode ser causa de resolu\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando-se o motivo de for\u00e7a maior o pagamento do aluguel poder\u00e1 ser efetuado de forma diferida sem que isso implique em san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O agravamento econ\u00f4mico ocasionado pelas medidas adotadas pelo poder p\u00fablico na epidemia do COVID-19 gerou impacto nas rela\u00e7\u00f5es privadas entre locadores e locat\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na aceita\u00e7\u00e3o do motivo de for\u00e7a maior, afastando todos os preju\u00edzos e penalidades para revisar o contrato, seja no tempo de concess\u00e3o do uso, no prazo para pagamento ou no valor da contrapresta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, encerro o breve estudo destacando que a fun\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica da loca\u00e7\u00e3o exige esfor\u00e7os na manuten\u00e7\u00e3o dos contratos.<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2013 http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.245 de 18 de outubro de 1991 &#8211; http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L8245.htm<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002 \u2013\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em 25 de mar\u00e7o de 2021<br><strong>Luis Fabio Mandina Pereira<\/strong><br>Advogado no Mandina Pereira Escrit\u00f3rio de Advocacia &#8211; Diretor da Comiss\u00e3o de Direito Imobili\u00e1rio da 116\u00aa Subse\u00e7\u00e3o OAB\/SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos um momento in\u00e9dito para a atual gera\u00e7\u00e3o de brasileiros e que gera impacto na sa\u00fade mundial e na ordem econ\u00f4mica. 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